A redução de custos operacionais e a busca por maior previsibilidade financeira têm impulsionado a adoção da energia solar por instituições religiosas no Brasil. Com a diminuição das despesas com eletricidade, igrejas podem direcionar mais recursos para ações sociais, manutenção de atividades comunitárias e projetos voltados à população local.
Um exemplo é a Igreja Presbiteriana da Serra, no Espírito Santo, que instalou um sistema fotovoltaico em agosto de 2025. Os equipamentos que compõem a usina solar foram distribuídos e entregues pela Fortlev Solar, enquanto a aquisição foi viabilizada por meio do Consórcio Nacional Solar (Conasol).
Desde o início da operação do sistema, a conta de energia da instituição caiu de cerca de R$ 1 mil para R$ 231 mensais, representando uma redução de 77%.
Segundo a igreja, os recursos economizados passaram a fortalecer ações de assistência social, missões e projetos voltados ao público infantojuvenil. Aproximadamente 400 pessoas já teriam sido beneficiadas pelas iniciativas ampliadas após a instalação da geração fotovoltaica.
“O investimento ampliou o impacto comunitário da instituição. Todos saem ganhando, pois é um investimento que se paga em pouco tempo e gera impacto contínuo. Acredito que deveríamos ter feito antes”, afirmou o pastor Ruy Marcos Campos Souza.
De acordo com o pastor, a decisão pela adoção da energia solar foi aprovada pelo Conselho da Igreja com base na redução de despesas e na sustentabilidade financeira dos projetos mantidos pela instituição.
“A instalação foi rápida e segura. A economia fortaleceu nossos projetos e mostrou o valor de usar bem os recursos da Igreja. A comunidade recebeu com gratidão e reforçamos nosso compromisso com a sustentabilidade, o impacto social e uma boa gestão”, acrescentou.
Consórcio solar sem entrada
Segundo a Fortlev Solar, o Conasol foi desenvolvido para facilitar o acesso de instituições religiosas à energia solar sem necessidade de entrada ou contratação de financiamento convencional.
“A solução elimina a necessidade de financiamento tradicional e permite que a economia gerada praticamente pague o próprio investimento”, afirmou o gerente de Soluções de Pagamento da empresa, Luan Scaquetti.
O consórcio é regulamentado pelo Banco Central e operado pela Rodobens. Conforme a companhia, o modelo está disponível para instituições religiosas com CNPJ ativo e documentação regular em todo o país.
As cartas de crédito médias são de aproximadamente R$ 40 mil, voltadas principalmente para igrejas com consumo entre 3.000 kWh e 10.000 kWh. Segundo a empresa, as parcelas variam entre R$ 1,2 mil e R$ 4 mil.
“A energia solar transforma um custo fixo em investimento. Com o Conasol, as igrejas conseguem planejar a aquisição sem juros e direcionar recursos para o que realmente importa: pessoas e projetos”, destacou Scaquetti.
Além do fornecimento dos equipamentos, a Fortlev Solar informou que oferece suporte desde a análise inicial até a instalação do sistema, em conjunto com integradores parceiros.
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