Aumento na tarifa de energia impulsiona canais de venda da Ecopower

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A alta das tarifas de energia elétrica e o acionamento da bandeira amarela pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) têm impulsionado a busca por sistemas de geração própria de energia no Brasil. Segundo a EcoPower, empresa especializada em soluções fotovoltaicas, o movimento já se reflete diretamente na expansão da companhia. “Encerramos 2025 com 352 canais de vendas ativos e, neste início de 2026, já alcançamos 481”, afirmou Thalita Menegaz, supervisora de franquias da empresa.

De acordo com a executiva, o crescimento acompanha o aumento da demanda por energia solar em diferentes regiões do país, tanto por consumidores residenciais quanto por empresas e produtores rurais. Para Anderson Oliveira, CEO operacional do grupo, a principal motivação dos clientes continua sendo a redução da conta de luz, mas a preocupação com previsibilidade financeira e sustentabilidade também ganha espaço. “A energia solar apresenta uma opção de previsibilidade em relação às variações das bandeiras tarifárias da Aneel”, destacou.

A EcoPower atua no desenvolvimento, instalação e manutenção de projetos fotovoltaicos personalizados para residências, empresas, indústrias e propriedades rurais. Segundo Oliveira, ao instalar painéis solares, o consumidor pode reduzir em até 95% a dependência da rede convencional de distribuição. “Além da economia imediata, os sistemas atuais possuem vida útil média de cerca de 25 anos, garantindo retorno financeiro de longo prazo”, afirmou.

Aumento na conta de energia

O cenário de maior interesse pela tecnologia ocorre em meio ao retorno das cobranças adicionais na conta de luz. A Aneel confirmou o acionamento da bandeira tarifária amarela para maio, encerrando uma sequência de quatro meses consecutivos de bandeira verde — período sem cobrança extra aos consumidores. Esta é a primeira alteração no sistema de bandeiras tarifárias em 2026.

Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, a mudança decorre da redução do volume de chuvas nas regiões dos principais reservatórios do país. Com a chegada do período seco, diminui a capacidade de geração das hidrelétricas, exigindo maior acionamento de usinas termelétricas, cuja energia possui custo mais elevado.

Pelas regras da Aneel, a bandeira amarela acrescenta R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Em uma residência com consumo médio de 300 kWh mensais, por exemplo, o impacto adicional é de aproximadamente R$ 5,65 na fatura. Em estabelecimentos comerciais e industriais, o efeito pode ser significativamente maior, pressionando custos operacionais e margens financeiras.

O sistema de bandeiras também funciona como um indicativo das condições do setor elétrico. Caso a estiagem se intensifique nos próximos meses, o país poderá migrar para bandeiras vermelhas, cujas cobranças extras chegam a R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos.

Nesse contexto, a geração distribuída solar passa a ser vista não apenas como alternativa ambiental, mas como ferramenta de proteção contra a volatilidade tarifária. Como o consumidor gera parte da energia que consome, o impacto das bandeiras tarifárias fica restrito principalmente à cobrança mínima da distribuidora.

“Em um ano em que as condições climáticas voltam a ditar o preço da eletricidade no Brasil, investir em autonomia energética por meio de sistemas solares consolida-se como um caminho para garantir maior estabilidade financeira e previsibilidade de custos no longo prazo”, concluiu Anderson Oliveira.

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