Gecex aumenta Imposto de Importação para baterias a pedido de fabricante local

Share

O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior do MDIC publicou nesta segunda-feira (18/05) no Diário Oficial da União a Resolução nº 893, que eleva a alíquota do Imposto de Importação (II) para baterias classificadas como acumuladores elétricos de íon de lítio de 18% para 25%.

A decisão atualizou a alíquota pra a NCM 8507.60.00 (“Acumuladores elétricos de íon de lítio”), que passou para 25%, válida entre 19/05/2026 e 18/05/2027, apenas para as baterias de íons de lítio ferro fosfato (LFP) de 48V para uso em aplicações estacionárias em estações rádio base de telecomunicações e em sistemas de energia fotovoltaica com potência limitada a 4800W, sob o ex-tarifário 074.

As demais baterias classificadas como acumuladores elétricos de íon de lítio, que tem o mesmo NCM, permanecem com a alíquota de 18%.

De acordo com uma publicação da JCS Consultoria, a alteração da alíquota é resultado de um pedido de elevação de tarifa, amparado pela Lista de Exceções a Tarifa Externa Comum (LETEC), feito pela UCB em 06/02/2025. Durante a consulta pública que discutiu o tema, o pleito da UCB recebeu apoio das empresas WEG, Enersys e Moura. A LETEC permite ajustes temporários nas taxas do Imposto de Importação para proteger setores sensíveis ou estimular a competitividade.

O consultor Wladimir Janousek, secretário de Indústria e Comércio do Inel, disse à pv magazine Brasil que as aplicações específicas que tiveram a alíquota elevada representam a maior parte da demanda atual por baterias importadas no Brasil. No entanto, ele alerta que o aumento de imposto de importação não necessariamente vai resultar em um aumento de competitividade da indústria local. “O Inel se posicionou contra, durante a consulta pública aberta após o pedido da UCB, porque entende que essa elevação repete um erro que vimos acontecer também em relação aos módulos fotovoltaicos”.

A publicação do Gecex acontece apenas meses depois de uma elevação de alíquotas publicada em fevereiro, que também afetava outros tipos de classificação de baterias.

Na ocasião, o Gecex decidiu elevar a alíquota do II de bens de capital e bens de informática e comunicação em geral. Pela determinação, produtos que pagavam alíquota abaixo de 7,2% passarão a pagar 7,2%; os produtos com alíquota acima de 7,2% e abaixo de 12,6%, passarão a pagar 12,6% de II; e aqueles com alíquota acima de 12,6% e menor que 20%, passarão a ser tarifados em 20%.

As três principais classificações para importação de baterias no Brasil, ou nomenclatura comum do Mercosul (NCM), pagavam alíquotas de II de 16% a 18%. Portanto, de acordo com a nova determinação do Gecex, passariam a pagar 20%.

Veja o detalhamento dos NCMs de baterias e sistemas de armazenamento e as respectivas alíquotas atualizada de II, IPI, PIS e Cofins:

NCM 8504.40.40: Equipamentos de alimentação ininterrupta de energia (UPS ou no-break). Alíquotas: II 16%/ IPI 9,75%/ PIS 2,1% /Cofins 10,25%

NCM 8507.60.00: Acumuladores elétricos de íon de lítio. Alíquotas: II 25%*/ IPI 11,5%/ PIS 2,1%/Cofins 9,65%

NCM 8507.20.90: Acumuladores elétricos de chumbo-ácido (com peso superior a 1.000 kg). Alíquotas: II 16,2%/ IPI 9,75%/ PIS 2,1%/Cofins 9,65%

*válido para LFP de 48V para uso em aplicações estacionárias em estações rádio base de telecomunicações e em sistemas de energia fotovoltaica com potência limitada a 4800W

Matéria atualizada às 16h50 com correção de informações. Anteriormente, o texto informava que a exceção mantinha a alíquota em 18% para as baterias LFP de uso estacionário e usadas em sistemas fotovoltaicos de até 4,8 kW. 

Este conteúdo é protegido por direitos autorais e não pode ser reutilizado. Se você deseja cooperar conosco e gostaria de reutilizar parte de nosso conteúdo, por favor entre em contato com: editors@pv-magazine.com.

Conteúdo popular

Demanda global por BESS cresce 51% em 2025 com instalações ultrapassando 300 GWh
21 janeiro 2026 Iola Hughes, chefe de pesquisa da Benchmark Mineral Intelligence, relatou à ESS News que 2026 será mais um ano forte para o BESS, com previsões de adi...