O estado do Ceará iniciou a operação da primeira fase do Complexo Solar Fotovoltaico Bom Jardim, localizado no município de Icó, como parte da estratégia de ampliação da participação de fontes renováveis em sua matriz elétrica. O projeto, desenvolvido pela Qair Brasil, já soma investimentos superiores a R$ 1 bilhão e adiciona geração relevante ao sistema elétrico regional.
Quatro das 10 usinas que compõem o complexo entraram em operação em janeiro de 2026 e possui produção estimada em 539 GWh por ano, volume compatível com o consumo de aproximadamente 250 mil residências. A energia gerada é integrada ao Sistema Interligado Nacional (SIN), contribuindo para o atendimento à demanda crescente por eletricidade com menor intensidade de carbono.
O complexo integra um portfólio mais amplo de ativos solares estruturados em sociedades de propósito específico (SPEs), modelo recorrente em projetos de geração centralizada no Brasil. A expectativa é de continuidade da expansão no site, com previsão adicional de cerca de R$ 700 milhões em investimentos nas próximas fases, elevando ainda mais a capacidade instalada total do empreendimento.
O empreendimento é composto por 10 usinas fotovoltaicas, com 706 unidades geradoras, que somam 439 MW de capacidade instalada e conta com um investimento estimado de R$ 2,13 bilhões. A previsão é que todas as unidades entrem em operação comercial até dezembro de 2027.
Durante a fase de implantação, o projeto gerou aproximadamente 1.197 empregos diretos e 1.397 indiretos, além de manter 73 postos permanentes na operação. Esse efeito multiplicador é característico de usinas de grande porte, especialmente em regiões do interior, onde há menor densidade industrial.
O avanço do complexo ocorre em um contexto de crescimento acelerado da fonte solar no Ceará, que já contabiliza cerca de 2,1 GW de capacidade instalada distribuída em dezenas de usinas. A combinação de alta irradiação solar, disponibilidade territorial e conexão com infraestrutura de transmissão tem consolidado o estado como um dos principais polos fotovoltaicos do país.
Além da contribuição energética, projetos desse porte também impulsionam investimentos associados em subestações, linhas de transmissão e serviços especializados, reforçando a cadeia produtiva local. No médio prazo, a expansão desses ativos pode ainda se conectar a iniciativas de hidrogênio verde, segmento em desenvolvimento no Nordeste.
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