Trackers de baixo carbono da Nextpower são implementados em projeto de 817 MW no Mato Grosso do Sul

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A Nextpower anunciou a implantação de seus primeiros rastreadores solares de baixo carbono NX Horizon no Brasil, em um projeto de geração centralizada de 817 MW desenvolvido pela Casa dos Ventos, com participação da ArcelorMittal e da voestalpine no fornecimento de materiais. A iniciativa marca a primeira aplicação em escala utilitária dessa tecnologia no país.

O chamado Projeto Paraíso, localizado no estado de Mato Grosso do Sul, contará com 204 MW equipados com os rastreadores NX Horizon Low Carbon. Segundo a empresa, a solução é capaz de reduzir em até 42% as emissões de carbono associadas aos sistemas de rastreamento, em comparação com tecnologias convencionais.

Além da versão de baixo carbono, o empreendimento também incorporará rastreadores NX Horizon-XTR, projetados para adaptação ao terreno, reduzindo a necessidade de terraplanagem e minimizando impactos no solo durante a construção. O sistema de controle TrueCapture, por sua vez, ajusta automaticamente o posicionamento dos trackers conforme as condições do local, com o objetivo de maximizar a geração de energia.

De acordo com Erick Lima, diretor de estratégia e gestão corporativa da Casa dos Ventos, a adoção da tecnologia está alinhada à busca por eficiência operacional e redução mensurável de emissões. “A adoção dos rastreadores NX Horizon Low Carbon reforça nossa estratégia em direção a uma matriz energética mais sustentável”, afirmou.

Na avaliação do vice-presidente de Vendas para a América Latina da Nextpower, de Alejo Lopez, o projeto evidencia uma mudança já em curso no setor. “A descarbonização da cadeia de valor solar não é uma ambição futura — já está sendo implementada em projetos de grande escala”, afirmou.

As reduções de emissões estão associadas a uma combinação de engenharia otimizada, uso de aço de baixo carbono e rastreabilidade da cadeia de fornecimento, permitindo medição e verificação em nível de projeto.

Os tubos utilizados nos rastreadores incorporam aço com menor intensidade de carbono e contam com certificação XCarb, programa da ArcelorMittal voltado à descarbonização da produção siderúrgica.

A voestalpine, por meio de sua operação Meincol no Brasil, é responsável pelo processamento do aço empregado nos pilares dos rastreadores, fornecendo perfis especializados para a aplicação.

Segundo o diretor da ArcelorMittal, Eduardo Raya, o projeto representa um marco para o uso de aço de baixo carbono em infraestrutura energética no país. Já Ermir Panazzolo, da voestalpine Meincol, destaca o papel de soluções avançadas em aço para viabilizar inovação e descarbonização no setor solar.

O Projeto Paraíso reforça uma tendência crescente no segmento de geração centralizada: a incorporação de critérios de emissões ao longo de toda a cadeia de valor, incluindo materiais e equipamentos.

Além de ganhos operacionais, iniciativas desse tipo apontam para uma nova etapa de maturidade do setor solar, em que a competitividade passa a considerar não apenas custo e desempenho, mas também a pegada de carbono dos componentes utilizados.

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