Consumidor brasileiro ficou cerca de 10 horas sem energia em 2025, aponta Aneel

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Os consumidores brasileiros ficaram, em média, cerca de 10 horas sem energia elétrica ao longo de 2025, de acordo com os indicadores de continuidade divulgados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O dado reflete o indicador DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora), principal métrica utilizada para avaliar a qualidade do fornecimento no país.

Os números indicam leve melhora em relação a 2024, quando o tempo médio foi de 10,24 horas. A trajetória recente aponta uma redução gradual tanto na duração quanto na frequência das interrupções, sinalizando avanço na qualidade do serviço prestado pelas distribuidoras.

Além do tempo total sem energia, os consumidores brasileiros registraram, em média, menos de cinco interrupções ao longo do ano, segundo o indicador FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora), também em trajetória de queda.

A agência utiliza os indicadores DEC e FEC para compor o ranking anual de desempenho das distribuidoras, que mede a qualidade do serviço prestado em diferentes regiões do país. Os resultados são consolidados por meio do indicador de Desempenho Global de Continuidade (DGC), que combina duração e frequência das interrupções — quanto menores os valores, melhor a qualidade do fornecimento.

Segundo a Aneel, a evolução desses indicadores está associada a investimentos em modernização de redes, automação e melhorias na gestão operacional das concessionárias.

Nos últimos anos, a regulação sobre continuidade do serviço tem sido ampliada, especialmente diante do aumento de eventos climáticos extremos que impactam a rede elétrica. Entre as medidas recentes, está a obrigatoriedade de compensação automática aos consumidores em casos de interrupções prolongadas, com descontos aplicados diretamente na fatura quando os limites regulatórios são ultrapassados.

Também vêm sendo reforçadas exigências relacionadas a planos de contingência, manejo de vegetação e comunicação com os consumidores em situações de crise.

Outra frente é o aumento da transparência e do monitoramento em tempo real das interrupções, com sistemas que permitem acompanhar o número de consumidores sem energia e o tempo estimado de restabelecimento do serviço.

Apesar de episódios pontuais de grande impacto, os dados indicam que o sistema elétrico brasileiro mantém trajetória de melhoria na continuidade do fornecimento. Para a agência, o desafio agora é consolidar esses avanços em um cenário de maior complexidade operacional, com eventos climáticos mais severos e expansão da geração distribuída (GD), mantendo a confiabilidade do sistema em níveis adequados para consumidores e mercado.

Nesse contexto, a expansão da GD — especialmente a solar fotovoltaica — também pode contribuir para mitigar interrupções. Ao gerar energia próxima ao ponto de consumo, esses sistemas reduzem a dependência de longas redes elétricas, mais suscetíveis a falhas e intempéries. Quando combinados a soluções de armazenamento e gestão inteligente, podem ainda garantir o fornecimento em momentos de queda da rede, ampliando a resiliência energética de consumidores e sistemas locais.

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