Energia solar chega à pesca artesanal no Rio para substituir diesel na captura noturna de lula

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Comunidades de pesca artesanal no litoral do Rio de Janeiro têm adotado sistemas de energia solar fotovoltaica em embarcações para alimentar holofotes utilizados na captura noturna de lulas, substituindo geradores movidos a diesel e reduzindo custos operacionais. A iniciativa busca ampliar a autonomia dos pescadores no mar e diminuir a dependência de combustíveis fósseis.

Essa nova tendência se ampara em duas iniciativas: o SustentaMar, em Arraial do Cabo, e o Pescando Sol, em São Francisco de Itabapoana, ambos ligados ao Fundo Brasileiro para a Biodiversidade. Somados, os projetos já equiparam 285 embarcações com sistemas solares, disseminando uma alternativa menos poluente, mais silenciosa e com menor custo operacional para os pescadores.

A iluminação intensa é um elemento central na pesca de lula, já que os animais são atraídos pela luz durante a noite — uma operação tradicionalmente dependente de combustíveis fósseis. Com a geração solar embarcada, os refletores passam a ser alimentados por energia limpa, reduzindo ruído, emissões e a necessidade de transporte e armazenamento de diesel.

Segundo os pescadores beneficiados, a tecnologia também aumentou a autonomia das embarcações, facilitando o trabalho diário e trazendo mais segurança para quem permanece longos períodos em alto-mar.

Além das embarcações, sistemas fotovoltaicos também vêm sendo utilizados em estruturas de apoio em terra, como pontos de armazenamento e conservação do pescado, contribuindo para ampliar o acesso à eletricidade em comunidades com infraestrutura limitada.

Para pescadores artesanais, a redução de custos com combustível — frequentemente sujeito a variações de preço — pode trazer maior previsibilidade financeira. Ao mesmo tempo, a substituição do diesel reduz impactos ambientais em áreas costeiras sensíveis, como manguezais e baías.

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