TrinaStorage apresenta Elementa 3 e mira leilões de capacidade no Brasil

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Com presença consolidada no mercado latino americano de armazenamento de energia, a TrinaStorage braço, de armazenamento da TrinaSolar, apresentou na Intersolar 2025 dois de seus principais produtos voltados para o mercado C&I e projetos de grande porte. A gerente de vendas da companhia no Brasil, Mariana Goudel, disse à pv magazine que o mercado está bem informado sobre a tecnologia. Para 2026, a expectativa é que o mercado deslanche, com a aguardada publicação da regulação e a realização do leilão de reserva de capacidade.

Indicado para aplicações comerciais e industriais, o Elementa 2 Pro foi uma das soluções exibidas pela companhia, com capacidade de até 5 MWh, utiliza células de lítio-ferro-fosfato de 314 Ah e uma vida útil estimada em mais de 15 mil ciclos. Já o Elementa 3, com maior densidade energética, chegando a 6,25 MWh em um contêiner de 20 pés, com células de 587 Ah, é a principal aposta da TrinaStorage para o mercado de leilões de reserva capacidade com entregas a partir de 2027.

Apesar do interesse crescente, a falta de regulação específica ainda trava os investimentos no país. Segundo Goudel, muitas empresas já discutem propostas técnicas e comerciais, mas a ausência de regras claras da Aneel impede a conexão dos sistemas à rede.

“Sem um marco regulatório mínimo, ninguém vai investir pesado. O mercado precisa de regras simples, como ocorreu no Chile, onde os primeiros projetos funcionaram como pilotos até a consolidação da regulação. O Brasil não precisa reinventar a roda”, disse.

A expectativa é que, com a publicação da regulação até 2026, o mercado brasileiro comece a destravar. Para a executiva, a realização do primeiro leilão de capacidade com baterias será um marco fundamental para acelerar negócios em escala.

A atuação da TrinaStorage já é consolidada em outros países da região. No Chile, a companhia estima deter cerca de 20% de participação no mercado de armazenamento, com mais de 2 GWh fornecidos. A empresa também tem forte presença na Argentina, onde disputa os leilões de capacidade em andamento.

“A América Latina é estratégica para nós, e estamos muito confiantes na competitividade das nossas soluções. No Chile, já somos referência entre os principais players, e vemos o Brasil como o próximo grande mercado a se desenvolver”, afirmou Goudel.

Para a executiva, a Intersolar 2025 reflete o momento de virada do mercado brasileiro de solar, olhando cada vez mais para o armazenamento. No estande, a companhia recebeu um público qualificado e com perguntas técnicas.

“O storage é hoje o grande coringa da transição energética. Ele pode atuar no time shift, no peak shaving, no backup e em serviços ancilares. Mas precisamos de regras que reconheçam esse valor e deem segurança ao investidor”, concluiu Goudel.

A Trina Storage é uma fabricante verticalmente integrada, produzindo desde a célula até o container completo de baterias. Além disso, integra componentes de outras empresas, como o Power Conversion System (PCS) — responsável por conectar as baterias à rede elétrica — e o Power Plant Controller (PPC), software que adequa os sistemas de armazenamento aos códigos de rede e mercados de energia.

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