AES Brasil apresenta estudo de impacto ambiental de projeto de Hidrogênio Verde no Pecém

Share

Uma das seis empresas que já possuem pré-contrato para a produção e distribuição de hidrogênio e amônia verde no Complexo do Pecém (CIPP S/A), a AES Brasil apresentou, na quarta-feira (05/06), em audiência pública realizada no Porto do Pecém, o estudo de impacto ambiental de seu projeto industrial. Trata-se da terceira empresa a apresentar o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (Rima) para o licenciamento ambiental de um projeto de H2V em larga escala no Ceará.

Conforme detalhado no EIA/Rima, a planta da AES Brasil será desenvolvida no Complexo do Pecém, mais especificamente no Setor 2 da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Ceará, em uma área de 80 hectares. O projeto tem potencial para produzir 800 mil toneladas de amônia verde por ano, a partir do consumo de 2,5 GW de energia renovável. De acordo com o Estudo de Impacto Ambiental, realizado pela HL Soluções Ambientais, o projeto também tem potencial para gerar cerca de 2.000 empregos na fase de construção.

“Esse é um momento de grande importância, de dialogar e ouvir as comunidades, os povos indígenas e todos que serão diretamente beneficiados com esse projeto. Para além da contribuição ambiental, de partirmos para uma matriz energética verde e sustentável, o projeto visa trazer mais oportunidades de emprego e renda para a população cearense. Esse é mais um importante passo do projeto de instalação de um Hub de Hidrogênio Verde no Setor 2 da ZPE Ceará. A AES é uma empresa que já tem investimento em H2V nos Estados Unidos e que muito nos honra com a sua intenção de fazer esse investimento no Estado do Ceará, aqui no Pecém”, destaca o secretário de Desenvolvimento Econômico do estado, Salmito Filho.

“Estimamos até 48 meses de desenvolvimento dessas obras. Nessa fase, esse projeto pode gerar até mil empregos diretos e outros 1.072 indiretos. São obras longas que vão demandar mão de obra local e qualificada. Depois de entrar em operação, esse empreendimento pode operar por até 30 anos, então estamos falando de empregos e benefícios de longo prazo” pontua o gerente de Hidrogênio Verde da AES Brasil, Alisson Camargo.

Este conteúdo é protegido por direitos autorais e não pode ser reutilizado. Se você deseja cooperar conosco e gostaria de reutilizar parte de nosso conteúdo, por favor entre em contato com: editors@pv-magazine.com.

Conteúdo popular

Chamada da Aneel recebe propostas para 19 plantas piloto de hidrogênio que somam 100 MW
19 julho 2024 O valor previsto de investimento, considerando as 24 propostas, incluindo além das plantas a produção de equipamentos, é de R$ 2,7 bilhões, o que repr...