UFPR receberá R$ 22 milhões de Itaipu para ampliar geração solar e pesquisas em baterias

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A Universidade Federal do Paraná receberá R$ 22 milhões em investimentos da Itaipu Binacional para projetos de geração solar fotovoltaica, modernização da infraestrutura elétrica e pesquisas em energias renováveis. A instituição foi contemplada nas três categorias do edital Itaipu Mais que Energia (IPES 2025), iniciativa realizada em parceria com a Caixa Econômica Federal.

Os recursos fazem parte de um programa superior a R$ 100 milhões destinado a 15 instituições públicas de ensino superior e técnico do Paraná e Mato Grosso do Sul. O edital prevê a instalação de 16,5 MW em sistemas fotovoltaicos, com expectativa de gerar economia anual de aproximadamente R$ 10 milhões nas contas de energia das instituições beneficiadas

No caso da UFPR, o projeto prevê aproximadamente 3 MW de potência instalada distribuídos em 15 estações de geração fotovoltaica, que deverão atender todos os campi da universidade. As obras incluem ainda adequações elétricas, como subestações, transformadores, religadores automáticos e infraestrutura para conexão dos sistemas fotovoltaicos.

De acordo com a Pró-Reitoria de Planejamento e Dados da UFPR (Proplad), os locais de implantação foram definidos a partir da análise do consumo energético das unidades e de critérios como disponibilidade de área, orientação solar, viabilidade de conexão e segurança operacional. Atualmente, a universidade gasta cerca de R$ 12 milhões por ano com energia elétrica.

Durante a cerimônia de assinatura dos planos de ação, o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, afirmou que cerca de R$ 90 milhões do programa serão destinados à implantação de sistemas solares nas instituições, enquanto outros R$ 10 milhões irão financiar pesquisas em transição energética e armazenamento.

Além da geração distribuída, a UFPR também receberá R$ 5,8 milhões para projetos científicos relacionados ao armazenamento de energia fotovoltaica, desenvolvimento de baterias sustentáveis à base de sódio, processos eletroquímicos e ampliação da infraestrutura tecnológica para pesquisas em energias renováveis. Os projetos serão conduzidos de forma integrada entre campi da universidade, incluindo unidades em Curitiba e Palotina.

Segundo a instituição, a estratégia é fortalecer projetos institucionais de maior escala voltados à transição energética e à inovação tecnológica no setor elétrico.

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