Demanda por sistemas de baterias dispara e representa metade das cotações na TTS Energia em 2026

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Entre janeiro e abril de 2026, aproximadamente 50% de todos os pedidos e cotações recebidos pela TTS Energia, empresa de engenharia e construção de usinas fotovoltaicas e ativos de energia renovável, envolveram projetos com baterias, sendo que cerca de 25% correspondem a sistemas exclusivamente de armazenamento (BESS).

Os dados evidenciam uma mudança relevante no perfil da demanda por soluções energéticas no país, que passa a incorporar, de forma mais consistente, sistemas híbridos de geração solar com armazenamento e projetos dedicados a baterias. Na comparação entre o quarto trimestre de 2025 e o primeiro trimestre de 2026, a TTS Energia registrou um crescimento de aproximadamente 300% nas consultas por projetos de BESS.

Segundo avaliação de Jacques Hulshof, CEO da TTS Energia, o movimento reflete tanto a maturidade tecnológica quanto os avanços regulatórios e as novas necessidades operacionais dos consumidores de energia, especialmente diante de desafios como curtailment, volatilidade tarifária e busca por maior segurança energética.

“Estamos observando uma inflexão clara no mercado. Se antes o foco estava majoritariamente na geração solar, agora os clientes estão olhando para a gestão da energia como um todo, e as baterias passam a ser um elemento central nessa estratégia”, afirma.

Entre os pedidos de orçamento para projetos que combinam energia solar e baterias, o setor industrial lidera com ampla vantagem, representando cerca de 70% das cotações. Na sequência aparecem comércio (15%), agronegócio (10%) e serviços (5%), oriundos de investidores que pretendem participar do Leilão de Reserva de Capacidade para Armazenamento (LRCAP-BESS) (5%).

De acordo com a TTS Energia, a concentração da demanda na indústria está ligada à necessidade de maior previsibilidade de custos, continuidade operacional e mitigação de riscos associados à qualidade e disponibilidade de energia. “Para a indústria, o armazenamento não é apenas uma solução de eficiência, mas uma ferramenta estratégica, já que permite reduzir impactos de oscilações, garantir estabilidade e até viabilizar novos modelos operacionais”, explica Hulshof.

O avanço da demanda também está alinhado ao contexto regulatório e às expectativas em torno da contratação de sistemas de armazenamento em larga escala no Brasil. A realização do LRCAP-BESS e a evolução do arcabouço legal têm contribuído para dar maior segurança jurídica e previsibilidade ao setor, estimulando investimentos.

A TTS Energia vem se posicionando para atender esse novo ciclo, ampliando sua atuação em projetos híbridos e sistemas de armazenamento, com um portfólio que inclui desde engenharia e desenvolvimento até construção (EPC) e operação e manutenção (O&M).

A companhia já acumula experiência prática na implementação de soluções com baterias, incluindo projetos de microrredes e sistemas híbridos para clientes industriais e do agronegócio, integrando geração solar, armazenamento e sistemas avançados de gestão de energia.

Para o CEO da empresa, o crescimento acelerado das cotações é um indicativo de que o armazenamento deve se consolidar como um dos principais pilares da transição energética no Brasil. “As baterias deixam de ser um complemento e passam a ocupar um papel estrutural no sistema elétrico. Elas são fundamentais para aumentar a flexibilidade, reduzir perdas, integrar renováveis e garantir maior confiabilidade ao fornecimento de energia”, conclui Hulshof.

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