Armazenamento e monitoramento inteligente ampliam papel da energia solar no Brasil, avalia Fotus

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O mercado brasileiro de energia solar vive um momento de amadurecimento e diversificação tecnológica, impulsionado pela expansão da geração distribuída e pela crescente integração com soluções de armazenamento e monitoramento inteligente de energia.

Segundo Breno Ventorim, head de Supply Chain da Fotus Distribuidora Solar, em entrevista à pv magazine Brasil para o Especial de Distribuição 2026, a combinação dessas tecnologias tende a ampliar o papel da energia solar dentro do sistema elétrico brasileiro.

“Tecnologias como sistemas de armazenamento por baterias permitem criar estruturas capazes de manter o fornecimento mesmo em situações de instabilidade do sistema elétrico. A combinação entre geração distribuída, armazenamento e monitoramento inteligente tende a fortalecer a segurança energética e ampliar o papel da energia solar na matriz brasileira”, afirma o executivo.

Fundada em 2018 e com início das operações em 2019, a Fotus integra o Grupo Litoral, empresa com mais de 40 anos de experiência em importação e distribuição. Em 2026, a companhia completa sete anos de atuação direta no setor fotovoltaico brasileiro.

Atualmente, a empresa atende integradores em todos os estados brasileiros e em mais de 90% dos municípios, contando com uma estrutura logística de aproximadamente 80 mil m² distribuída em diferentes regiões do país.

A operação é estruturada a partir de sete centros de distribuição localizados em Guaramirim (SC), Viana (ES), Aparecida de Goiânia (GO), Cabo de Santo Agostinho (PE), Itupeva (SP), Ananindeua (PA) e Feira de Santana (BA), o que permite maior capilaridade logística e agilidade na entrega de equipamentos aos integradores.

Breno Ventorim é o gerente de supply chain da Fotus.

Imagem: Fotus

“Com centros de distribuição estrategicamente posicionados, conseguimos reduzir prazos de entrega e garantir maior proximidade com os parceiros integradores em todo o território nacional”, explica Ventorim.

Além da entrega convencional, a empresa também oferece a modalidade de retirada rápida no modelo FOB, permitindo que integradores retirem equipamentos diretamente no centro de distribuição mais próximo, reduzindo o tempo de espera do frete.

Portfólio diversificado

A Fotus trabalha com um portfólio abrangente de soluções para projetos fotovoltaicos e tecnologias associadas. Entre as marcas distribuídas estão módulos de fabricantes como DAH Solar, Jinko Solar e Ronma Solar, além de inversores e microinversores de empresas como Deye, GoodWe, Solis e Solplanet.

O portfólio também inclui sistemas híbridos e soluções de armazenamento, com equipamentos de empresas como UCB, Deye e GoodWe, além de soluções de armazenamento em maior escala.

A empresa também ampliou sua atuação em tecnologias associadas à transição energética, como carregadores para veículos elétricos da Beny e dispositivos de segurança para sistemas fotovoltaicos, como o Rapid Shutdown (RSD) da NEP.

Segundo Ventorim, a estratégia é acompanhar a evolução tecnológica do setor energético e oferecer soluções que ampliem as possibilidades de aplicação da energia solar.

“Nosso objetivo é oferecer soluções completas e confiáveis para diferentes tipos de projetos, garantindo qualidade tecnológica e suporte técnico especializado aos integradores”, afirma.

Crédito e logística ganham peso

Com a maturação do mercado solar brasileiro, o perfil de decisão dos integradores também tem mudado.

De acordo com o executivo, fatores como financiamento e estrutura logística passaram a ter peso crescente na escolha do distribuidor.

“Levantamentos internos indicam que cerca de 45% dos projetos comercializados utilizam algum tipo de financiamento. A rapidez na aprovação de crédito influencia diretamente o fechamento dos projetos e a competitividade dos integradores”, afirma Ventorim.

Segundo ele, quando o financiamento acompanha o ritmo da negociação, o integrador consegue avançar com maior segurança e aumentar as chances de conversão dos projetos.

Consolidação do mercado

Na avaliação da Fotus, o mercado brasileiro de distribuição de equipamentos solares deve passar por um processo gradual de consolidação nos próximos anos.

À medida que o setor amadurece, distribuidores com maior escala logística, portfólio robusto e parcerias com fabricantes globais tendem a fortalecer sua participação de mercado.

“Em mercados maduros, o market share costuma se concentrar em poucos distribuidores com maior poder de barganha, capacidade logística e relacionamento consolidado com fabricantes globais”, afirma Ventorim.

Apesar disso, o executivo avalia que as oportunidades continuam relevantes, impulsionadas pela busca crescente por previsibilidade nos custos de energia e pela expansão das tecnologias renováveis.

“A geração distribuída solar passou a ser vista não apenas como alternativa sustentável, mas também como estratégia de gestão financeira para empresas e consumidores”, conclui.

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