A Solfácil alcançou a marca de 200 mil clientes financiados e registrou, em 2025, o maior volume anual de crédito de sua história, com mais de R$ 1 bilhão destinado a projetos de energia solar. Desde sua fundação, em 2018, a empresa já concedeu mais de R$ 5 bilhões em crédito e comercializou quase R$ 2 bilhões em equipamentos fotovoltaicos, movimentando mais de R$ 6 bilhões em seu ecossistema.
Mesmo em um cenário de juros elevados e mudanças regulatórias no setor de geração distribuída, a fintech afirma ter mantido o crescimento com disciplina na concessão de crédito e eficiência operacional. Segundo a companhia, o segundo semestre de 2025 apresentou aceleração nas operações, apoiada pela diversificação do portfólio de equipamentos e pelo fortalecimento da plataforma de financiamento.
A empresa ampliou a oferta de produtos com a inclusão de marcas como Huawei, Solis, Sofar e Unipower, além de ganhos logísticos e expansão da carteira de crédito. Paralelamente, investe em tecnologia para aprimorar a análise de risco e o monitoramento de sistemas solares por meio das plataformas proprietárias Solfácil Smart Pro e Home.
“Mesmo com o mercado mais desafiador, conseguimos crescer com disciplina de crédito e eficiência operacional”, afirma Guillaume Tiret, cofundador e CFO da empresa.
Com a licença para atuar como financeira autorizada pelo Banco Central, a companhia poderá emitir CDBs diretamente ao investidor, reduzindo a dependência de estruturas de financiamento mais complexas e potencialmente diminuindo o custo de captação.
Para 2026, o plano é captar pelo menos R$ 500 milhões em CDBs verdes e mais de R$ 1 bilhão em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) verdes, aproveitando janelas de mercado ao longo do ano.

Imagem: Solfácil
Outro eixo estratégico de crescimento é o mercado de armazenamento de energia. A empresa iniciou sua atuação nesse segmento em 2024 com um projeto piloto cujo estoque inicial se esgotou rapidamente. A operação em escala começou em março de 2025, com investimento superior a US$ 1 milhão.
Desde então, as vendas de sistemas com baterias passaram a ocorrer de forma recorrente, com crescimento gradual ao longo do ano. Para a companhia, a combinação entre queda nos preços das baterias e mudanças regulatórias que estimulam soluções de autonomia energética deve impulsionar a demanda por armazenamento nos próximos anos.
“A tendência é que o armazenamento se torne parte central da geração distribuída e estamos preparados para isso”, afirma Eduardo Neubern, COO da Solfácil.
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