Segurança precisa ser prioridade no setor solar

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Instalar sistemas de energia solar é uma solução sustentável e estratégica, mas também é uma atividade de risco que exige mais do que conhecimento técnico: requer responsabilidade com a vida. Por isso, é fundamental considerar as Normas Regulamentadoras, em especial as NR10 e NR35, que tratam da segurança em instalações elétricas e em trabalhos em altura, respectivamente.

A NR10 estabelece critérios para garantir a integridade física de quem trabalha com eletricidade, determinando a obrigatoriedade de treinamentos específicos, uso de equipamentos de proteção e adoção de procedimentos seguros. Já a NR35 regula todas as atividades realizadas em altura, exigindo análise de risco, planejamento e qualificação dos profissionais envolvidos.

No setor de energia solar, ignorar essas normas representa um risco enorme. Além de colocar vidas em perigo, compromete a qualidade da instalação e pode gerar responsabilidades legais graves. Em um cenário de crescimento acelerado da geração distribuída no Brasil, é essencial que a expansão ocorra de forma segura e responsável. O desconhecimento técnico ou a pressa por economia imediata não podem justificar improvisos ou descuidos. Segurança não é um obstáculo à produtividade, mas sim uma garantia de longevidade para os negócios e para as pessoas envolvidas.

Com a popularização dos sistemas fotovoltaicos, cresce também a necessidade de fiscalização e conscientização. Iniciativas de capacitação e certificação devem ser incentivadas em todo o país, fortalecendo a cultura da segurança e valorizando os profissionais que atuam dentro da legalidade. Isso contribui não apenas para a redução de acidentes, mas também para a reputação e a confiabilidade do setor como um todo, o que é fundamental para consolidar o Brasil como referência em energia solar com responsabilidade.

Normas como a NR10 e a NR35 não são burocracia. São conquistas que protegem trabalhadores, qualificam o mercado e garantem que a energia do amanhã seja construída com ética, eficiência e, acima de tudo, respeito à vida. Afinal, uma instalação solar deve iluminar o futuro, e não comprometer o presente.

Paulo Iglessias é coordenador de Segurança da Soprano. 

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