O mercado brasileiro de armazenamento de energia vem ganhando tração, à medida que consumidores buscam maior segurança energética e alternativas para reduzir o custo da eletricidade. Nesse cenário, as baterias deixam de ser uma solução pontual e passam a integrar, de forma crescente, o planejamento de sistemas fotovoltaicos residenciais.
A Solfácil acompanha esse movimento e registrou crescimento expressivo no segmento. Segundo a companhia, as vendas de baterias aumentaram 304% no segundo semestre de 2025 em comparação com o início da comercialização do produto.
“Foi um crescimento sustentado, mês a mês, que mostra que as baterias passaram a integrar o planejamento de quem investe em energia solar”, afirma o Chief Operating Officer (COO) da empresa, Eduardo Neubern.
Ao longo de 2025, a empresa observou uma aceleração significativa da demanda, com forte concentração na segunda metade do ano. Aproximadamente 80% das vendas foram realizadas no segundo semestre, enquanto os primeiros seis meses responderam por cerca de 20% do total comercializado.
A empresa afirma que o desempenho está ligado tanto ao aumento da capacitação dos times comerciais e parceiros integradores quanto a um cenário mais desafiador para o setor elétrico.
A Solfácil iniciou sua atuação no mercado de armazenamento em 2024, com um projeto piloto que levou ao rápido esgotamento do estoque inicial. A operação comercial em escala começou em março de 2025, com vendas recorrentes e crescimento gradual ao longo do ano.
Entre os principais fatores que explicam a alta da demanda estão os apagões associados a eventos climáticos extremos, que têm impactado o fornecimento de energia em diversas regiões do país. Com o uso de baterias, consumidores conseguem manter o funcionamento de cargas essenciais mesmo durante interrupções na rede elétrica.
Além disso, os sistemas também contribuem para a redução da conta de luz. Consumidores que utilizam tarifas horárias podem carregar as baterias em períodos de menor custo e utilizar a energia armazenada nos horários de pico, quando as tarifas são mais elevadas.
Para 2026, a empresa projeta crescimento da capacidade de armazenamento em projetos residenciais, acompanhando a tendência de expansão do setor no Brasil. “A tendência é que o armazenamento se torne cada vez mais central nas decisões de quem investe em geração distribuída”, finaliza o executivo.
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