Reforço na transmissão amplia escoamento de energia solar no Norte de Minas

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A expansão da infraestrutura de transmissão no Norte de Minas Gerais ganhou um novo capítulo com a entrada em operação de parte do Projeto Piraquê, reforçando o escoamento da energia solar produzida na região — um dos principais polos fotovoltaicos do país.

A Isa Energia Brasil anunciou a energização do Bloco 2 do empreendimento, com 17 meses de antecedência em relação ao prazo estipulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O projeto envolve investimentos de cerca de R$ 4,4 bilhões e é considerado estratégico para reduzir gargalos na transmissão e aumentar a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN).

O novo bloco colocou em operação quatro linhas de transmissão em 500 kV, totalizando 712 quilômetros de extensão, além da implantação de 1.438 torres. A infraestrutura conecta importantes pontos do sistema elétrico mineiro, incluindo os municípios de Janaúba, Capelinha e Governador Valadares.

Além das linhas, o projeto contempla a construção da Subestação Capelinha 3 e a ampliação da Subestação Governador Valadares 6, reforçando a capacidade de transporte de energia em uma região marcada pela rápida expansão da geração solar centralizada.

De acordo com a Isa Energia Brasil, a entrega representa um avanço relevante para o sistema elétrico brasileiro. Em nota, o executivo destacou que a iniciativa “amplia a capacidade de escoamento da energia renovável produzida no Norte de Minas e reforça a confiabilidade do sistema.

O Norte de Minas se consolidou nos últimos anos como um dos principais hubs de geração solar do Brasil, impulsionado por altos índices de irradiação e disponibilidade de áreas. No entanto, o crescimento acelerado da geração nem sempre foi acompanhado pela expansão da infraestrutura de transmissão, gerando limitações para o pleno aproveitamento dessa energia.

Projetos como o Piraquê são fundamentais para mitigar esse desequilíbrio, permitindo maior integração da energia renovável ao SIN e reduzindo riscos de curtailment — quando usinas precisam reduzir sua produção por falta de capacidade de escoamento.

A antecipação da entrega também evidencia a pressão por acelerar obras de transmissão no país, em meio ao avanço da geração renovável — especialmente solar e eólica — em regiões distantes dos principais centros de carga.

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