O consumidor brasileiro deve perceber um aumento de 8%, em média, na conta de eletricidade ao longo de 2026, segundo um novo boletim publicado pela Agência Nacional de Energia Elétrica. O valor atualizado ficou acima dos índices de inflação projetados do IGP-M (3,1%) e do IPCA (3,9%). O principal fator foi o aumento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) proposto em Consulta Pública (CP n.44/2025), no valor de R$ 52,7 bilhões.
Essa estimativa não considera os recursos de Uso do Bem Público (UBP), a serem pagos por geradores, que serão utilizados para modicidade tarifária de regiões abrangidas pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Os consumidores cativos de 21 distribuidoras terão descontos nas suas faturas devido à destinação de recursos a serem recebidos pela repactuação da obrigação de pagamentos de centrais geradoras a título de UBP, conforme Leis 15.235/25 e 15.269/25.
No cenário de adesão de todos os geradores elegíveis, cerca de R$ 7,9 bilhões seriam arrecadados, gerando uma redução média na tarifa de 10,6% para os consumidores residenciais que estão nas áreas da Sudam/Sudene. Como resultado, a redução no efeito médio no Brasil seria de até 2,9%. A regra de rateio entre as 21 distribuidoras encontra-se em fase final de análise pela Aneel.
Segundo o boletim, ainda desconsiderando o efeito dos recursos do UBP, a tarifa residencial média paga no Brasil sairá de R$ 786/MWh em dezembro de 2025 para R$ 849/MWh até o final de 2026.
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