Exército Brasileiro testa energia solar com baterias para mobilizações de pelotões em campo

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O Exército Brasileiro iniciou testes pioneiros de um Módulo de Energia de Campanha (MEC) — um sistema móvel composto por painéis solares e baterias com capacidade de cerca de 20 kWh — para fornecer eletricidade em mobilizações de pelotões, reforçando a transição energética das Forças Armadas e diminuindo a necessidade de combustíveis fósseis em operações de campo.

Desenvolvido pela Diretoria de Material de Engenharia, o MEC é projetado para garantir autonomia energética em acampamentos e deslocamentos, suprindo demandas de iluminação, comunicações e outros equipamentos essenciais sem depender de geradores a diesel, tradicionalmente usados em operações externas. Quatro protótipos serão empregados em diferentes organizações militares para avaliação técnica antes de uma possível adoção ampla pela Força.

Segundo comandantes, além da sustentabilidade, a tecnologia reduz a exposição de comboios logísticos que transportam combustíveis, eliminando ruídos e assinaturas térmicas que podem comprometer segurança tática no terreno.

Expansão de energia solar e uso de baterias no Exército

O teste com o MEC ocorre em um contexto de crescente uso de energia renovável pelas Forças Armadas. Nos últimos anos, o Exército já instalou dezenas de usinas solares fotovoltaicas em quartéis e unidades remotas, incluindo pelotões de fronteira, e integra soluções com sistemas de armazenamento por baterias (BESS) para garantir fornecimento contínuo, inclusive à noite ou em períodos de baixa radiação solar.

Esses sistemas, muitos deles associados a parcerias com empresas do setor elétrico e com financiamento público, têm gerado economia significativa em contas de energia e combustível, além de reduzir emissões de carbono e impactar positivamente comunidades locais atendidas por essas instalações.

Nos últimos anos, o Exército também tem ampliado a instalação de usinas fotovoltaicas em quartéis por todo o País. Nos últimos sete anos, a Força instalou 27 usinas fotovoltaicas em suas unidades, medida que economiza cerca de R$ 7,8 milhões a cada ano. Dessas novas usinas, sete foram instaladas em Pelotões Especiais de Fronteira, que estão localizados em áreas remotas e com pouco acesso à rede de distribuição de energia do Sistema Interligado Nacional. A iniciativa tem gerado uma economia de 360 mil litros de diesel por ano. Além do benefício ecológico, a energia elétrica produzida nesses pelotões também atende às comunidades indígenas da região, combinando preservação ambiental e

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