A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta semana a execução de 687 reforços de pequeno porte no sistema de transmissão de energia elétrica, como parte do Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica (POTEE) 2025, elaborado pelo Ministério de Minas e Energia (MME). A decisão, formalizada pelo Despacho nº 200/2026, autoriza investimentos totais de aproximadamente R$ 1,05 bilhão em novas instalações a serem implantadas até o final de 2029.
Segundo a Aneel, as intervenções serão realizadas por 50 empresas transmissoras distribuídas por todas as regiões do Brasil, com prioridade nas obras consideradas de “necessidade imediata” — evidência clara de que o reforço da rede não é apenas expansivo, mas essencial para a segurança e continuidade do suprimento elétrico.
Os trabalhos envolvem principalmente reforços em trechos da rede básica de transmissão, para mitigar gargalos operacionais, reduzir riscos de perturbações e fortalecer a capacidade de escoamento — especialmente crucial para a inserção crescente de energias renováveis, como solar e eólica, cujas potenciais cargas flutuantes exigem maior flexibilidade da rede.
A autorização veio após análise técnica dos estudos elaborados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), responsável por identificar necessidades operativas e desenhar soluções para a rede. A aprovação do POTEE 2025 (3ª emissão) corresponde a 100% dos reforços novos propostos.
Especialistas do setor destacam que esse tipo de reforço — ainda que de pequeno porte individualmente — cumpre papel estratégico para aprimorar a robustez do Sistema Interligado Nacional (SIN), ampliando a confiabilidade do sistema elétrico e facilitando a entrada de geração renovável em escala. A capacidade de evitar sobrecargas e interrupções, além de garantir escoamento eficiente, é um dos pilares para consolidar o Brasil como um dos mercados mais promissores para fontes limpas na América Latina.
Além disso, a iniciativa soma-se a outros esforços recentes no setor de transmissão, como a preparação de novos leilões de infraestrutura e a aceleração de obras já licitadas, que juntos devem manter o ritmo de expansão e modernização da malha elétrica nacional ao longo dos próximos anos.
Embora os reforços aprovados sejam menores em escala comparados a grandes leilões de transmissão — que podem contemplar milhares de quilômetros de linhas —, sua execução é vista como fundamental para manter a segurança energética em um contexto de maior participação renovável e demanda em expansão.
Para o setor fotovoltaico, em particular, a expectativa é que a ampliação da transmissão propicie melhor integração de projetos distribuídos e centralizados, reduzindo gargalos de escoamento em regiões de alto potencial solar, como Nordeste e Centro-Oeste.
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