Falta de energia expõe vulnerabilidade da rede e impulsiona adoção de sistemas híbridos

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O apagão que deixou diversos bairros de São Paulo sem energia por vários dias em dezembro escancarou um cenário já conhecido por especialistas do setor: a dependência total da rede elétrica pode resultar em perdas financeiras, paralisação de atividades e insegurança. Enquanto a concessionária não restabelecia o serviço, imóveis equipados com sistemas solares híbridos seguiram operando com poucas interrupções.

Mais do que reduzir a conta de luz, a energia solar mostrou ser um recurso estratégico de autonomia energética, sobretudo em situações críticas. Integradores e usuários relatam que a combinação entre painéis fotovoltaicos, baterias de lítio e inversores híbridos — como os fornecidos pela GoodWe — assegurou o funcionamento de cargas essenciais, evitando queda no faturamento e garantindo previsibilidade em meio ao caos.

Henry Fernandes, CEO do salão Concept Hair.

Imagem: Goodwe

Para o empresário Henry Fernandes, CEO do salão Concept Hair, na capital paulista, o investimento em um sistema híbrido se provou decisivo durante o apagão. “Instalei energia solar com painéis no telhado e um sistema híbrido com baterias. Quando a luz acabou na rua inteira, o salão continuou operando nas áreas essenciais. Isso mudou tudo: conseguimos manter o atendimento e não tivemos perdas nesses quatro ou cinco dias sem energia. Planejei o investimento para ficar dentro do valor que já pagava na conta. Hoje, a parcela equivale ao gasto mensal. Quando terminar, esse dinheiro passa a ficar comigo”, relata.

Do ponto de vista técnico, o CEO da empresa integradora Snapsol, Allan Martins, observa que muitos consumidores ainda não sabem que sistemas fotovoltaicos convencionais não funcionam durante quedas de energia.

“O sistema tradicional, apenas com placas e inversor, desliga automaticamente quando falta energia na rua, por questão de segurança. Já o híbrido, com baterias de lítio, cria uma rede própria. Quando ocorre o apagão, ele interrompe a injeção na rede e passa a abastecer o imóvel pelas baterias. É isso que garante segurança energética”, explica.

Segundo Martins, a procura por sistemas híbridos disparou após o apagão, tanto por consumidores que já tinham sistemas convencionais e buscaram upgrade quanto por novos interessados.

“A autonomia passou a ser prioridade. Trabalhamos com os clientes mostrando que conforto e segurança vêm antes da economia, mas que os três podem caminhar juntos”, afirma.

No interior paulista, o integrador Lucas Augusto de Freitas Zanfolin, da Bitsol Energias, relata que consumidores com baterias praticamente não sentiram os efeitos das oscilações provocadas pelas tempestades. “Tenho cliente rural que sempre enfrentava quedas constantes. Depois da instalação da bateria, ele raramente percebe quando a energia cai. Os vizinhos avisam que a região está sem luz, mas a casa dele segue funcionando. Isso muda totalmente a experiência: antes, qualquer chuva gerava ansiedade; agora, ele sabe que terá iluminação, internet, geladeira e banho quente”, conta.

Lucas reforça que o desempenho dos equipamentos e a qualidade do suporte técnico são determinantes para a confiança do consumidor. “A GoodWe tem uma retomada muito rápida. O cliente dificilmente percebe a transição. Além disso, o suporte é eficiente, o que dá segurança para integradores e para o usuário final. Em apagões prolongados, o sistema híbrido permite priorizar cargas e ajustar a autonomia conforme a necessidade, além de possibilitar expansões futuras”, conclui.

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