Em 2025, a conta de energia elétrica residencial se tornou o principal motor da inflação no Brasil, influenciando diretamente o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre os 377 subitens considerados no cálculo do índice, a energia elétrica acumulou alta de 12,31% ao longo do ano e registrou o maior impacto individual sobre a inflação anual, com 0,48 ponto percentual.
O resultado ocorre em um ano em que a inflação anual fechou em 4,26%, dentro do intervalo de tolerância da meta oficial, mas ainda fortemente influenciada pelos reajustes nas tarifas de eletricidade. Essa pressão sobre os preços foi resultado, em parte, de mudanças nas bandeiras tarifárias e de reajustes concedidos por diversas distribuidoras ao longo de 2025, elevando os custos de consumo doméstico de energia.
Economistas destacam que, apesar de o índice geral ter sido contido pelo comportamento de outros grupos de produtos — especialmente alimentos, que registraram desaceleração — a alta da energia elétrica se tornou um fator-chave na aceleração da inflação em vários meses do ano. A trajetória de preços no setor de habitação, do qual a eletricidade faz parte, teve papel destacado na análise do IBGE, diferindo dos efeitos observados em 2024 e impactando diretamente o orçamento das famílias brasileiras.
O impacto da energia elétrica supera o de outros itens significativos, como cursos regulares, plano de saúde e aluguel residencial, consolidando sua posição como o maior vilão individual na composição do IPCA de 2025.
Consumidores que utilizam energia solar fotovoltaica foram menos afetados pela pressão da tarifa de eletricidade em 2025, já que parte significativa de seu consumo é suprida pela própria geração. Com isso, mesmo diante dos reajustes das distribuidoras e das mudanças nas bandeiras tarifárias, esses consumidores tiveram contas mais equilibradas ao longo do ano. A geração distribuída permitiu reduzir a dependência da energia da rede em momentos de maior custo e ofereceu maior previsibilidade financeira, reforçando o papel da fonte solar como alternativa para mitigar os impactos da inflação energética.
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