Em um movimento que combina metas climáticas com eficiência energética, os sistemas isolados de eletricidade do Brasil registraram em 2025 a menor emissão de gases de efeito estufa da série histórica, segundo dados do Planejamento do Atendimento aos Sistemas Isolados – Ciclo 2025, divulgado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). Esse resultado reflete uma mudança estrutural nas políticas públicas para comunidades remotas, tradicionalmente dependentes de geração térmica a base de diesel e gás.
Para o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a combinação entre interligações ao Sistema Interligado Nacional (SIN), incremento de fontes renováveis e a ampliação de armazenamento em baterias mostra que é possível reduzir custos, proteger o meio ambiente e levar energia de qualidade às populações da Amazônia Legal. Entre as ações destacadas pelo MME estão a inclusão de 15 localidades isoladas ao SIN em 2025 – entre elas a capital Boa Vista, Roraima, reduzindo significativamente a necessidade de geração térmica local.
A transição energética nos sistemas isolados também está sendo impulsionada por uma mudança no perfil tecnológico dessas redes. Conforme o planejamento setorial da EPE, a capacidade instalada de geração solar fotovoltaica e armazenamento em baterias dobrou em 2025 em relação a 2024, com perspectivas ainda mais robustas para os próximos anos. Projetos híbridos, que combinam diesel, solar e sistemas de armazenamento, foram contratados em leilões recentes, incluindo o maior sistema de Battery Energy Storage System (BESS) do país, com 30 MW no Pará.
Este impulso tecnológico e regulatório se materializa também nas projeções de médio prazo: até 2028, os sistemas isolados devem contar com aproximadamente 180 MW de geração solar e 308 MWh de capacidade de armazenamento em baterias, de acordo com o Plano de Atendimento aos Sistemas Isolados para o ciclo 2026–2030 divulgado pela EPE. Essa expansão representa um passo decisivo na redução da dependência de combustíveis fósseis, que hoje respondem por cerca de 93% da geração nesses sistemas, sendo 70% proveniente de óleo diesel e 23,1% de gás.
A adoção crescente de tecnologias renováveis com armazenamento não só contribui para a redução contínua de emissões, como também melhora a segurança e a confiabilidade do suprimento energético em regiões historicamente isoladas. Além disso, a expansão planejada abre espaço para redução de subsídios na Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e promove maior eficiência econômica na geração de eletricidade.
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