Edital de leilão de transmissão que pode atrair R$ 19,7 bilhões entra em discussão

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu abrir audiência pública a partir do dia 17/03 para discutir a proposta de edital do segundo leilão de transmissão de 2023. São três lotes apenas, mas eles formam o maior conjunto de empreendimentos de transmissão já licitado pela agência, com expectativa de investimento de R$ 19,7 bilhões.

A Consulta Pública nº 008/2023 receberá sugestões sobre o edital do leilão para a construção e manutenção de 4.471 quilômetros em linhas de transmissão e de 9.840 MW em capacidade de conversão nas subestações. O leilão está marcado para 31 de outubro na sede da B3, em São Paulo.

Os três lotes em questão envolvem a construção de nove empreendimentos em cinco estados – Goiás, Maranhão, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins. Os prazos de construção ficam entre 60 e 72 meses.

Dentre os lotes apresentados, o primeiro concentra o maior investimento previsto em um lote já leiloado pela Aneel: R$ 15,9 bilhões. O lote prevê a construção de 1.468 km de linhas de transmissão em corrente contínua, atravessando três estados (Maranhão, Tocantins e Goiás).

Devido à complexidade, o lote 1 traz ainda o prazo de conclusão mais longo já concedido pela Aneel, de 72 meses. Tal período se justifica pelo porte da obra e pela capacidade do mercado para atender as demandas da construção.

Caso o lote 1 não tenha interessados, o lote 2 não será licitado, uma vez que os empreendimentos de ambos estão relacionados.

O primeiro leilão de transmissão do ano está  marcado para 30/06, com expectativa de R$ 16 bilhões em investimentos. De nove lotes previstos para o primeiro leilão, sete são voltados para o escoamento de renováveis do Nordeste para o Sudeste.

Início de operação da LT Xingu – Miracema/Itacaúnas

Nesta seman, foi energizada a linha de transmissão Xingu – Serra Pelada – Miracema/Itacaiúnas, em 500 kV.

A linha pertence à empresa Novo Estado Transmissora de Energia, da Engie Brasil Energia e ligará a subestação Xingu, próxima a usina de Belo Monte, até duas subestações: Itacaiúnas, ao leste do Pará e Miracema, no estado de Tocantins.

A estrutura vai permitir aumentar em até 1.400 MW médios a capacidade de escoamento de energia eólica e solar entre as regiões, principalmente entre Norte e Nordeste para Centro-Oeste e Sudeste.

Ao todo, foram construídos 1.831 quilômetros de linhas de transmissão, com 3.634 torres de alta tensão, atravessando 24 municípios. Ao todo, foram investidos R$ 3,2 bilhões para a nova linha de transmissão.

“Durante o período de chuvas, por exemplo, a linha de transmissão contribuirá para ampliar a capacidade de escoamento da UHE Belo Monte e, durante o período de baixa vazão do rio Xingu, ampliará o escoamento da energia produzida pelas usinas eólicas e solares do nordeste brasileiro”, disse o o secretário de Energia Elétrica do MME, Gentil Nogueira, que participou do evento de início de operação da linha.

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