A evolução do setor elétrico brasileiro tem deslocado o foco da simples expansão da oferta de energia para a gestão eficiente do tempo em que essa energia é produzida e consumida. Após uma década marcada pela compensação volumétrica de kWh na geração distribuída, o atual estágio de maturidade do mercado impõe atenção crescente aos sinais tarifários e à dimensão temporal da eletricidade. Nesse novo contexto, a viabilidade econômica de projetos solares passa a depender menos da quantidade gerada e mais da capacidade de alinhar geração, consumo e preço.
A distinção rígida entre Mercado Livre e Geração Distribuída tende a ficar mais tênue para o consumidor final. O sucesso da energia solar na próxima fase do setor dependerá tanto de engenheiros quanto de advogados e financistas. O “PPA da GD” veio para ficar, democratizando o acesso ao sol para quem não tem telhado mas tem conta para pagar.
O comércio de energia peer-to-peer com suporte de blockchain representa a fronteira da transição energética, escreve Fernando Caneppele em novo artigo para a pv magazine Brasil. O modelo transforma consumidores passivos em agentes ativos, otimiza o uso de recursos distribuídos e tem o potencial de criar um sistema elétrico mais resiliente, eficiente e equitativo.
A transição para uma economia circular no setor fotovoltaico não é apenas uma necessidade ambiental, mas uma oportunidade estratégica para gerar valor, promover a inovação e garantir a sustentabilidade a longo prazo de uma das fontes de energia mais importantes para o futuro do planeta.
A criação de um marco legal robusto e de mecanismos de mercado que valorizem os múltiplos atributos do armazenamento, é crucial. Inspirando-se em modelos internacionais de sucesso e adaptando-os à realidade brasileira, o país pode destravar um mercado de bilhões de reais, gerando empregos, promovendo a inovação e garantindo um futuro onde a energia solar possa brilhar em todo o seu potencial, dia e noite.
A combinação entre energia solar e agricultura não é apenas uma inovação tecnológica: é uma alavanca concreta para a transformação do meio rural brasileiro. Os sistemas agrivoltaicos oferecem uma resposta sofisticada aos dilemas do uso eficiente da terra, da escassez hídrica, da pobreza energética e da insegurança alimentar — desafios centrais do século XXI, escreve Fernando Caneppele em novo artigo para a pv magazine
A integração entre energia solar e mobilidade elétrica já é realidade em diversas regiões do Brasil e do mundo. Mais do que uma tendência, ela representa uma resposta concreta e estruturante aos desafios do século XXI — como a emergência climática, os altos custos da energia e a desigualdade no acesso à mobilidade urbana.
Com avanços em armazenamento, redes inteligentes e geração distribuída, o Brasil pode resolver o problema do curtailment e também posicionar-se como líder global na integração de energia solar. A modernização do sistema elétrico brasileiro representa uma oportunidade crucial para atrair novos investimentos e consolidar o país como líder global na integração de energias renováveis.
Brasil e o mundo caminham para uma era em que a geração descentralizada e o empoderamento do consumidor serão pilares da matriz energética. Modelos de negócios como comunidades solares, armazenamento distribuído e microrredes ganham força, criando um ecossistema mais dinâmico e resiliente.
Com o crescimento acelerado da urbanização e a necessidade de reduzir as emissões de carbono, as cidades inteligentes têm se tornado um modelo essencial para o futuro sustentável. Nesse contexto, a energia solar fotovoltaica emerge como uma solução estratégica, oferecendo benefícios como redução de custos, resiliência energética e menor impacto ambiental.
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