A Solfácil anunciou o lançamento do Solfácil Smart, um medidor inteligente voltado à otimização de sistemas fotovoltaicos residenciais, combinando hardware próprio com uma plataforma digital baseada em inteligência artificial. A solução chega ao mercado em um momento de amadurecimento da geração distribuída no Brasil, que já ultrapassa 4 milhões de sistemas instalados.
“O Brasil acabou de atingir 4 milhões de sistemas solares instalados, mas muitos clientes ainda não entendem suas contas de luz ou o desempenho do sistema. O Smart foi criado para dar visibilidade em tempo real e responder perguntas práticas do dia a dia”, afirma o CEO e fundador da Solfácil, Fabio Carrara.
Segundo o executivo, a solução atende tanto consumidores que já possuem energia solar quanto aqueles que ainda avaliam o investimento, funcionando também como ferramenta de diagnóstico energético para tomada de decisão.
O Solfácil Smart monitora, em tempo real e com atualização minuto a minuto, dados como geração solar, consumo da residência, energia injetada na rede, energia consumida da concessionária e nível de autoconsumo — considerado um dos principais gargalos do setor.
O dispositivo também armazena até 90 dias de dados offline e conta com instalação simplificada, sem necessidade de alterações elétricas complexas, o que facilita o comissionamento pelos integradores.
Um dos principais diferenciais do dispositivo é a ampla compatibilidade com inversores já instalados no mercado. O Solfácil Smart é compatível com marcas como Huawei, GoodWe, Growatt, Deye, Solis, Solplanet, SAJ e Sofar, permitindo a consolidação de dados de diferentes fabricantes em uma única interface.
“Somos agnósticos: o Smart funciona com diferentes fabricantes e integra tudo em um só lugar, facilitando a vida do cliente e do integrador”, explica Carrara.
IA e plataforma energética
O equipamento atua em conjunto com o EOS (Energy Operating System), plataforma que utiliza inteligência artificial para transformar dados em decisões automatizadas. O sistema aprende o perfil energético da residência, interpreta padrões de consumo e evolui continuamente com novas funcionalidades.
“O Smart coleta os dados, e o EOS transforma isso em decisões: quando consumir energia, como usar bateria ou carregar um carro elétrico. É um agente que atua 24 horas por dia para o cliente”, afirma Carrara.
A solução também identifica desvios de performance e possíveis falhas, como sombreamento ou sujeira nos módulos, além de permitir atuação preventiva por parte do integrador.
Economia e novas oportunidades de receita
De acordo com a empresa, o sistema pode gerar economia adicional entre R$ 80 e R$ 200 por mês em uma residência típica, principalmente por meio da automação do consumo no momento de maior geração solar.
Além da economia direta, o Solfácil Smart atua em outras duas frentes: apoio à tomada de decisão para expansão do sistema ou adoção de baterias e veículos elétricos, e otimização futura baseada em tarifas dinâmicas e novos recursos energéticos.
O modelo de negócios combina venda do hardware ao integrador com assinatura mensal da plataforma, criando uma nova fonte de receita recorrente no pós-venda.
“Para o cliente, a assinatura custa menos do que a economia gerada. Para o integrador, abre uma nova linha de receita e fortalece o relacionamento com a base instalada”, destaca Carrara.
Pós-venda proativo e evolução do mercado
Outro foco do Solfácil Smart é a melhoria do pós-venda, tradicionalmente um gargalo no setor solar. Com monitoramento contínuo e centralizado, integradores podem atuar de forma proativa, reduzindo visitas técnicas desnecessárias e custos operacionais.
“O pós-venda solar hoje é reativo. O Smart inverte essa lógica: o integrador identifica o problema antes do cliente perceber e já sabe o que vai encontrar”, afirma o CEO.
Para a Solfácil, o Brasil entra agora em uma nova fase do mercado, marcada pela otimização do consumo e pela digitalização da energia.
“Assim como o inversor se tornou padrão, o medidor inteligente também será. Com tarifas mais complexas, baterias e carros elétricos, a inteligência energética da casa passa a ser essencial”, conclui Carrara.
A empresa também aponta que a tecnologia pode evoluir para aplicações como usinas virtuais (VPPs), conectando residências em uma rede inteligente capaz de gerar valor adicional e contribuir para a estabilidade do sistema elétrico.
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