A Pirâmide Solar de Curitiba, instalada no antigo aterro sanitário da Caximba, completa três anos de operação consolidando-se como um dos projetos mais emblemáticos de geração distribuída no Brasil. Com cerca de 8,6 mil módulos fotovoltaicos e 4,55 MWp de potência instalada, a usina já produziu mais de 16,6 GWh de energia, contribuindo para o abastecimento de prédios públicos do município.
Ao longo do período, o empreendimento gerou uma economia acumulada de R$ 8,76 milhões aos cofres da prefeitura, reforçando o papel da energia solar como ferramenta de eficiência energética no setor público.
A energia produzida é injetada na rede da concessionária local e convertida em créditos, utilizados para reduzir os custos de eletricidade de mais de 300 unidades administrativas da cidade.
Além dos ganhos econômicos, o projeto se destaca pelo modelo de implantação. A usina foi construída sobre um aterro desativado — uma solução considerada pioneira na América Latina — transformando uma área antes inutilizável em um ativo de geração renovável.
A iniciativa integra o programa municipal Curitiba Mais Energia, voltado à ampliação da autossuficiência energética e à mitigação das mudanças climáticas. Nesse contexto, a geração solar já responde por cerca de 30% do consumo energético dos prédios públicos municipais, evidenciando o avanço da capital paranaense na agenda de descarbonização.
A instalação dos módulos exigiu soluções específicas de engenharia, devido às características do solo do antigo aterro. O projeto também contou com apoio internacional para estudos técnicos e estruturação, incluindo iniciativas ligadas à rede de cidades C40 e à cooperação alemã.
Além da geração elétrica, o espaço tem sido utilizado para ações educativas e visitas técnicas, reforçando seu papel como vitrine de sustentabilidade urbana e inovação em infraestrutura energética.
Os recursos economizados com a redução das despesas energéticas vêm sendo direcionados a políticas públicas, como programas sociais e iniciativas ambientais, ampliando o impacto do projeto para além do setor elétrico.
O aniversário de três anos da usina coincide com as comemorações pelos 333 anos de Curitiba, reforçando o simbolismo da iniciativa dentro da estratégia de desenvolvimento sustentável da cidade.
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