A prefeitura de Belém iniciou a implantação de sistemas de geração de energia solar em escolas municipais localizadas em ilhas do município, em um projeto com investimento estimado em R$ 6 milhões. A iniciativa tem como objetivo substituir o uso de geradores a diesel utilizados em algumas unidades de ensino, garantindo fornecimento de energia mais estável e sustentável para comunidades ribeirinhas.
Belém possui mais de 40 ilhas em seu território, muitas delas com acesso limitado à rede elétrica convencional. Entre as regiões contempladas ou atendidas por políticas educacionais e de infraestrutura estão Mosqueiro, Cotijuba, Paquetá, Jutuba e Outeiro, que concentram diversas escolas e anexos que atendem famílias ribeirinhas e comunidades isoladas.
Os sistemas fotovoltaicos estão sendo instalados nos telhados das escolas e incluem módulos solares, inversores e estruturas de fixação, permitindo a geração local de eletricidade a partir da radiação solar. Em áreas onde o abastecimento depende de combustíveis fósseis ou apresenta instabilidade, a geração distribuída fotovoltaica pode reduzir significativamente custos com combustível e logística de transporte.
Os sistemas fotovoltaicos instalados nas escolas têm capacidade típica estimada entre 20 kWp e 40 kWp, com dezenas de módulos solares instalados nos telhados das unidades. A geração anual pode alcançar até 60 MWh por escola, volume suficiente para suprir grande parte da demanda elétrica e reduzir a dependência de geradores a diesel.
Além da economia operacional, a iniciativa também contribui para reduzir emissões associadas ao uso de diesel e ampliar a adoção de fontes renováveis na infraestrutura pública municipal. A substituição dos geradores também diminui ruídos e melhora as condições de funcionamento das unidades de ensino.
As escolas atendem milhares de estudantes das comunidades insulares. Segundo dados da rede municipal, mais de 10 mil alunos frequentam unidades de ensino distribuídas nas ilhas de Belém, muitas delas localizadas em áreas de difícil acesso e dependentes de transporte fluvial.
Além do impacto energético, a presença dos sistemas solares nas escolas também tem caráter educativo, permitindo que estudantes tenham contato direto com tecnologias de geração de energia limpa e com temas ligados à sustentabilidade e à transição energética.
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