Criada pela construtora Engemon há três anos, a Engemon Energy, dedicada à energia renovável, já entregou 63 MWh de capacidade de armazenamento no Brasil, distribuída em 20 projetos de grande porte para clientes comerciais e industriais. A companhia conta com um pipeline em desenvolvimento para mais que dobrar esse volume nos próximos dois anos.
“A Engemon Energy cresceu muito rápido e hoje é um dos principais integradores do Brasil em volume de sites já instalados. Atuamos com mais força no que chamamos de large C&I, com projetos acima de 1 MW, até 20 MW. Não atuamos tanto no C&I varejo, em potências até 500 kWh”, disse a pv magazine Brasil o diretor de Novos Negócios da companhia, Ciro Fusaro. Ele conta que a companhia está concluindo a instalação de 16 MWh para um cliente no interior de São Paulo. “Tudo o que fizemos até o momento foi junto à carga, no segmento large C&I. Temos projetos instalados menores, de 400 kWh, mas a média dos projetos entregues é de 3 MWh”, detalha o executivo.
Dos projetos operando, apenas dois contam com energia solar associada. No entanto, dos 80 MWh de projetos em pipeline, cerca de 50% contam com cogeração solar, refletindo a adoção do BESS por parte de um novo perfil de clientes, aqueles que buscam aumento de carga e não conseguem ser atendidos pela rede da concessionária local.
“A solução nesses casos é uma microrrede com solar e BESS. O BESS descarrega energia em horário específico, sem depender do grid, associado à geração solar”.

Pré-engenharia é fundamental
A Engemon Energy vem atuando em conjunto com investidores e empresas de energia que propõem o produto financeiro BESS as a service para o consumidor final.
“É sempre um trabalho em duas mãos. Não chega um pedido pronto para instalar; o BESS faz parte de uma gestão energética que pode envolver cogeração, rede, contrato no mercado livre. E nem todo projeto é viável. Há casos em que damos ‘no-go‘ porque não atende ao que o cliente precisa. A pré-engenharia é fundamental para honrar o compromisso de entregar uma solução confiável e vantajosa para o consumidor”, diz Fusaro.
Segundo o executivo, a companhia também atua em parceria com fabricantes e investidores para preparar pré-projetos para leilões.
“Temos de 20 a 25 projetos diferentes relacionados ao leilão. A movimentação está muito intensa. Há um impasse regulatório que gera atraso e preocupa investidores, especialmente fundos internacionais que precisam de previsibilidade de prazos. A hora de destravar a pauta é agora”, defende o executivo.
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