ONS projeta alta da carga no SIN e recuperação dos reservatórios

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O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) prevê aumento da demanda de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) no início de janeiro de 2026, ao mesmo tempo em que aponta melhora nas condições operativas do sistema. De acordo com o Relatório do Programa Mensal de Operação (PMO), a carga do SIN deve atingir cerca de 83,1 GW médios na semana operativa de 3 a 9 de janeiro, representando crescimento de 1,0% em relação à semana anterior.

A elevação da carga ocorre após um período de temperaturas elevadas no fim de dezembro, especialmente no Sudeste, e reflete também a retomada gradual das atividades econômicas após o feriado de Ano Novo. No acumulado mensal, o ONS projeta variação positiva de 1,4% na carga do SIN em janeiro, com crescimento mais acentuado nos subsistemas Norte (+10,0%) e Nordeste (+6,2%), enquanto Sudeste/Centro-Oeste e Sul apresentam leve retração frente a janeiro de 2025.

Mesmo com o avanço da demanda, o custo de operação do sistema apresentou alívio. O Custo Marginal de Operação (CMO) médio semanal caiu de R$ 163,88/MWh para R$ 119,10/MWh nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Nordeste, influenciado pela melhora das afluências previstas para essas regiões. O subsistema Norte, por sua vez, manteve CMO mais elevado, em R$ 289,25/MWh, refletindo limitações estruturais e maior dependência de geração térmica.

No campo hidrológico, o PMO indica aumento das Energias Naturais Afluentes (ENA) ao longo da primeira quinzena do mês, impulsionado pela atuação de frentes frias e corredores de umidade entre as regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste. Para janeiro, as afluências permanecem abaixo da média histórica no Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste e Norte, enquanto o Sul apresenta ENA acima da média, reforçando sua posição mais confortável no período.

Os níveis de armazenamento também mostram trajetória de recuperação. A projeção do ONS é que, ao final de janeiro, os reservatórios alcancem aproximadamente 52% da Energia Armazenável Máxima no Sudeste/Centro-Oeste, 75% no Sul, 53% no Nordeste e 60% no Norte, patamares considerados adequados para a segurança do atendimento no curto prazo.

Segundo o operador, a política de operação segue focada na preservação dos recursos hídricos, com controle das defluências em bacias estratégicas e despacho térmico moderado, sem indicação de acionamento antecipado por ordem de mérito. O cenário reforça que, apesar do aumento da carga típico do verão, o sistema elétrico brasileiro inicia 2026 em condições operacionais equilibradas.

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