2025 marcou a aceleração da transição energética nos sistemas isolados da Amazônia, que ainda dependem de uma matriz elétrica consideravelmente mais fóssil do que no restante do país. Atualmente, 93% da geração para atendimento aos sistemas isolados vem de fontes fósseis, sendo 70% óleo diesel e 23,1% gás, enquanto no Sistema Interligado Nacional, a proporção se inverte e as renováveis são responsáveis por quase 90% do fornecimento.
Com uma chamada de projetos voltada para sistemas já existentes e um leilão para atendimento de novas áreas, ambas com incentivos para descarbonização e instalação de fontes renováveis e baterias, cerca de R$ 1,1 bilhão de investimentos foram atraídos para a região.
Em junho, saiu o resultado preliminar da Chamada do CGPAL e o resultado final foi anunciado em setembro, com 14 projetos selecionados, com investimentos totais de R$ 829 milhões, dos quais R$ 510 milhões bancados pelo fundo pró-Amazônia Legal. Dos 14 projetos, 12 preveem a instalação de usinas solares, totalizando 116 MWp de nova capacidade, a maior parte hibridizando usinas térmicas já existentes. Os outros dois projetos envolvem o retrofit da iluminação pública das localidades isoladas.
Soluções locais e aprendizado para o leilão de BESS
A Aggreko foi a empresa com o maior número de projetos selecionados, seguida pela Axia Energia (antiga Eletrobras), Oliveira Energia e Roraima Energia. Com cinco projetos aprovados, a companhia está hibridizando 25 das 26 localidades que já opera nos sistemas isolados da região Norte, com a previsão de instalar mais 109 MWp de solar e 119 MWh de baterias junto aos geradores a diesel atualmente em operação.
Embora lide com especificidades dos sistemas isolados, como a busca por BESS que combinem modularidade e funcionalidades de utility scale, a companhia também enxerga nos projetos uma preparação para a futura participação no Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) voltado para baterias, previsto para abril deste ano.
Leilão e previsão de aumento da solar na matriz isolada
Já no final de setembro, o Leilão para Suprimento aos Sistemas Isolados de 2025 contratou mais 50 MW de projetos híbridos incluindo solar e baterias, com previsão de investimentos de R$ 312 milhões.
Como resultado dessas iniciativas realizadas ao longo de 2025, a previsão é que os sistemas isolados tenham 180 MW de solar e 308 MWh de BESS até 2028.
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