O crescimento da energia solar no mundo está perdendo ritmo após duas décadas de expansão contínua, segundo o mais recente relatório da BloombergNEF (BNEF). A projeção indica que a capacidade global de novos projetos fotovoltaicos deve totalizar cerca de 649 GW em 2026 — um leve recuo em relação às adições previstas em 2025, marcando a primeira queda anual desde o início das séries históricas em 2000. Esse enfraquecimento segue um ano de expansão mais fraca, o menor crescimento em sete anos, refletindo mudanças de política e sinais de saturação em mercados antes vibrantes.
Analistas da BNEF observam que alterações regulatórias e políticas energéticas tanto na China quanto nos Estados Unidos contribuíram para esfriar a demanda por novas instalações solares. Na China, políticas de preços baseados no mercado elevaram a volatilidade e desaceleraram a construção de parques solares após um início de ano movimentado. Já os EUA enfrentam incertezas com diretrizes que tendem a favorecer combustíveis fósseis em detrimento de renováveis. Mesmo com outros países esperando crescer, esses mercados — sendo as duas maiores economias do mundo — não conseguem compensar totalmente o freio global.
Além disso, em algumas regiões maduras como Brasil e Espanha, onde a capacidade instalada cresceu rapidamente nos últimos anos, fatores como cortes na geração, queda de preços de energia e incertezas regulatórias começam a desacelerar novos investimentos. A combinação desses fatores também pressionou preços ao longo de toda a cadeia produtiva, com níveis historicamente baixos de demanda prevista até 2026.
Apesar desse cenário de desaceleração, a BNEF mantém uma perspectiva de retomada moderada já em 2027, com expectativas de expansão novamente para níveis próximos de 688 GW de novos projetos no ano seguinte, à medida que mercados ajustem suas políticas e condições de oferta e demanda se equilibrem.
Especialistas do setor destacam que, embora a desaceleração represente uma mudança importante após anos de crescimento acelerado, a energia solar permanece como uma peça central na transição global para fontes de energia limpa, com perspectivas de longo prazo positivas à medida que tecnologias de armazenamento e integração à rede amadureçam.
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