O consumo nacional de energia elétrica foi de 47.561 GWh em outubro de 2025, de acordo com a última Resenha Mensal publicada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o que representa uma queda de 0,9% comparado a outubro de 2024. É a terceira queda mensal consecutiva no consumo nacional e a sexta queda observada em 2025. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o consumo nacional chegou a 562.383 GWh, alta de 0,3% na comparação com igual período anterior.
Somente o segmento industrial registrou alta no consumo, com crescimento de 0,5% em outubro de 2025. As classes residencial (-0,8%), comercial (-3,3%) e outros (-1,6%) apresentaram retração no consumo.
Entre os 37 setores da indústria que a EPE monitora, 17 consumiram mais. Entre os dez setores mais eletrointensivos, metade elevou o consumo, com destaque para a extração de minerais metálicos (+10,9%; +133 GWh), com forte contribuição do efeito de base comparativa pelo menor consumo em outubro de 2024, quando uma grande unidade na região Norte sofreu uma interrupção no fornecimento de energia, após uma tempestade danificar a linha de transmissão da companhia elétrica local; e para a fabricação de produtos alimentícios (+4,7%; +107 GWh), que elevou o consumo principalmente na região Sul.
Também expandiram o consumo a fabricação de produtos têxteis (+2,5%; +15 GWh), produtos de minerais não-metálicos (+2,0%; +26 GWh) e produtos de borracha e material plástico (+1,4%; +14 GWh). Por outro lado, a metalurgia (-2,2%; -95 GWh) puxou a queda, impactada pelo recuo na produção siderúrgica. Também consumiram menos a fabricação de papel e celulose (-2,2%; 19 GWh), veículos automotivos (-1,8%; -11 GWh), produtos químicos (-1,2%; -18 GWh) e produtos de metal (-0,5%; -2 GWh).
Mercado livre chega a 45,6% do consumo nacional
Quanto ao ambiente de contratação, o mercado livre, com 21.699 GWh, respondeu por 45,6% do consumo nacional de energia elétrica em outubro de 2025, com crescimentos de 5,3% no consumo e de 37,5% no número de consumidores, na comparação com outubro de 2024. O Norte foi a região que mais expandiu o consumo (+12,1%), seguida pelo Centro-Oeste (+12,0%), enquanto o Centro-Oeste teve o maior aumento no número de consumidores livres (+60,0%). Com a abertura total do mercado prevista até o final de 2028, a representatividade do mercado livre deve continuar crescendo nos próximos anos.
Já o mercado regulado das distribuidoras, com 25.862 GWh, que respondeu por 54,4% do consumo nacional, teve queda no consumo de 5,6% e aumento no número de consumidores de 1,4% em outubro de 2025. No mercado regulado, o Nordeste registrou a menor retração do consumo (-1,7%) entre as regiões, enquanto a região Norte teve o maior aumento no número de consumidores cativos (+3,6%). O movimento de migração de consumidores cativos para o mercado livre permanece intenso após abertura para todos os consumidores do grupo A (alta tensão) em janeiro de 2024, estabelecida na portaria do MME 50/2022.
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