Consumo de eletricidade deve crescer em média 3,4% ao ano nos próximos dez anos, projeta EPE

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Nos próximos anos, o consumo de eletricidade no país deverá ter crescimento médio anual de 3,4%, alcançando 870 TWh em 2034, segundo o cenário de referência do Plano Decenal de Expansão da Energia (PDE 2034). Esse montante inclui tanto o consumo atendido pela rede como também suprido por micro e minigeração distribuída e por autoprodução local. A estimativa também já considera uma redução de 6,8% no consumo de eletricidade em 2034 na comparação com 2023 como resultado de ações de eficiência elétrica.

Já no cenário superior, com um crescimento mais acelerado da atividade econômica, o consumo de energia elétrica no Brasil poderia chegar a 930 TWh em 2034, enquanto no cenário inferior chegaria a 807 TWh.

A produção de eletricidade no próprio local de consumo e que não utiliza a rede responde por aproximadamente 12% do consumo total no país. No cenário de referência, a autoprodução não injetada na rede deve crescer anualmente 2,4%, em média, alcançando 91,8 TWh em 2034.

Em 2034, os consumidores residenciais deverão corresponder a 29% do consumo de eletricidade no país, acima do comércio (20%) e abaixo das indústrias (34%).

Consumo energético no Brasil deve crescer 2,1% ao ano

O consumo de energia no Brasil deverá crescer em média 2,1% ao ano até 2034, segundo dados de projeção do caderno de Demanda e Eficiência Energética, realizado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O estudo apresenta as projeções consolidadas, setoriais e por fonte da evolução do consumo e da eficiência energética para os próximos dez anos.

Estima-se que, em 2034, os ganhos de eficiência energética atingidos representem o equivalente a 6,7% do consumo final energético brasileiro observado no ano de 2023, sendo os principais ganhos virão setor de transportes (46%) e industrial (36%). Em relação ao consumo energético, estima-se que em 2034 os derivados de petróleo continuem sendo a fonte mais representativa. Por outro lado, espera-se incremento de 2,5% na participação da eletricidade, majoritariamente renovável, e de 1,6% na do gás natural.

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