A Aneel aprovou o edital do leilões voltados para térmicas e hidrelétricas, que serão realizados em março e contam com mais de 125 GW cadastrados. A portaria de diretrizes destes leilões foi publicada em outubro de 2025. Já o LRCAP para baterias, inicialmente previsto para abril, ainda não conta com a portaria de diretrizes, etapa anterior à publicação do edital. Mas já mobiliza o mercado, com mais de 20 GW de projetos em desenvolvimento.
Iniciativa busca aumentar autonomia energética e reduzir dependência de geradores a diesel; quatro protótipos serão avaliados em diferentes unidades, enquanto a Força já expande usinas solares em quartéis com economia de milhões e redução de emissões.
Fabricante chinesa aponta o backup como principal motor da demanda por baterias no país, avalia que 2026 pode marcar o início de uma adoção acelerada e aposta em sistemas híbridos e novas químicas para ampliar o acesso às soluções junto à carga.
Em 2024, empresas europeias instalaram cerca de 20 GW de energia solar comercial e industrial (C&I), mas apenas cerca de 1 GW/2 GWh de armazenamento de baterias C&I. A diferença é impressionante. Ambas as tecnologias prometem contas de energia mais baixas, maior resiliência e descarbonização, mas as baterias ainda não alcançaram o mesmo trânsito comercial que a energia solar desfruta. Dina Darshini, do LCP Delta, pergunta porque a diferença persiste.
Diretor de Engenharia aponta avanço de 51% na demanda em 2025, consolidação de aplicações como peak shaving, time shift e backup, além do papel decisivo da CP 39 da Aneel para viabilizar novos modelos de negócio e destravar investimentos no setor.
O diretor comercial da fabricante chinesa, Mateus Gomes, destaca à pv magazine Brasil que resiliência, peak shaving e arbitragem ponta–fora ponta já sustentam projetos economicamente viáveis, enquanto a CP 39 da Aneel pode reduzir incertezas e acelerar investimentos.
Segundo o relatório da IEA, a demanda por eletricidade é impulsionada pelo aumento do uso industrial de eletricidade, pela crescente adoção de veículos elétricos, pelo maior uso de ar-condicionado e pela expansão de data centers e inteligência artificial. O impulso em torno das fontes de geração de baixa emissão continua até 2030, quando as energias renováveis e a energia nuclear deverão, juntas, gerar 50% da eletricidade global, contra 42% atualmente.
Os ministérios de Minas e Energia (MME), Fazenda (MF), Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e a Casa Civil da Presidência da República prepararam uma resolução que será submetida ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) com proposta de redução gradativa da dependência de combustíveis fósseis e propostas de mecanismos de financiamento para a transição energética.
Companhia entregou o primeiro sistema de armazenamento nesse modelo para o edifício Civil Towers, em Salvador, com 215 kWh, associado a um sistema fotovoltaico de 42 kWp. O sistema foi viabilizado em parceria com as empresas 3P Energia, Huawei, HDT e Amara NZero Brasil. A pv magazine Brasil conversou com o Head Comercial de BESS da GreenYellow, Giovanni Milani, sobre as oportunidades de crescimento no mercado de armazenamento no país.
As três principais classificações para importação de baterias no Brasil pagavam alíquotas de II de 16% a 18%.
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