Brasil importa 17,9 GWp de módulos fotovoltaicos em 2025, aponta Greener

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O Brasil importou 17,9 GWp de módulos fotovoltaicos em 2025, uma redução de 24% em relação aos 22,3 GWp registrados em 2024, de acordo com o novo Estudo de Soluções Energéticas Distribuídas (SED) 2025 da Greener, apresentado nesta quinta-feira (26/03). Do total importado em 2025, 14,2 GWp (79%) foram adquiridos para atender o mercado de geração distribuída.

Esse volume indica uma formação de estoque das distribuidoras de equipamentos, uma vez que há uma defasagem entre a importação dos equipamentos e a instalação de fato — e as novas instalações de geração distribuída desaceleraram no ano passado, com 8,8 GW (AC) instalados, em comparação com 10 GW conectados em 2024.

O ano começou acelerado no primeiro semestre em termos de volumes que chegaram ao mercado brasileiro, houve uma desaceleração no terceiro trimestre bastante importante e uma retomada no quarto trimestre que foi importante para chegar nesses quase 18 GWp. Estava se desenhando um volume bastante reduzido no ano passado, mas houve essa retomada”, comentou o CEO da Greener, Marcio Takata. “Um dos elementos que explicam esse comportamento é a questão tributária. Tivemos mudanças importantes de ex-tarifários no ano passado, além de mudanças nos preços dos equipamentos no mercado mundial e mudanças tributárias na China.”

Ranking dos fabricantes

Juntas, as 10 marcas que mais enviaram módulos para o mercado brasileiro em 2025 forneceram 10,5 GWp, ou 59% do total. Entretanto, o levantamento identificou ao todo 115 marcas dos painéis importados pelo Brasil no ano passado.

A JA Solar enviou 1.596 MWp de módulos para o Brasil em 2025, liderando o mercado. Em seguida, a Longi e a Astronergy aparecem no ranking da Greener com 1.336 MWp e 1.271 MWp, respectivamente. Além dessas marcas, a Risen também forneceu mais de 1 GWp em módulos para o mercado brasileiro em 2025, precisamente 1.117 MWp. O ranking é completado pela DAH Solar (974 MW), Trina (947 MW), Canadian (944 MW), Eging (862 MW), Jinko (746 MW) e Era Solar (674 MW).

O peso dos impostos

Atualmente, o custo para nacionalização de módulos fotovoltaicos, considerando Imposto de Importação (II), PIS/Cofins e custos logísticos internos, corresponde a 44% do valor CIF do produto, que já inclui o frete marítimo e seguro. Além do aumento da alíquota do II de 9% para 25% no ano passado, houve um aumento de 8,23% no custo de frete e seguro para as importações no ano passado.

Para 2026, há a expectativa de impacto do fim dos benefícios fiscais para exportação da China sobre os prelos de módulos fotovoltaicos no Brasil.

Em julho de 2025, o governo restabeleceu cotas com redução de alíquota de II exclusivamente para projetos de geração centralizada que já tinham contratos de uso do sistema de transmissão assinados com garantias aportadas e que tiveram prazos para entrada em operação prorrogados conforme a MP 1212.

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